domingo, 8 de maio de 2016
A A4 e o Túnel do Marão
O Túnel do Marão foi inaugurado à 00h00 de hoje, 7 anos depois do início das obras, e eu preciso urgentemente de um motivo para ir ao Porto ou outro sítio qualquer para lá da serra para ir esticar o Ramon na estrada nova. Aquele sonho de consumo básico.
sábado, 7 de maio de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
Gosti
Sonhei que me davas flores (que tinham o cheiro dos doces que comi durante a manhã na tentativa vã de recriar a sensação), dizias bom dia e davas-me um beijo.
Bebi o meu café amargo, quente e forte como gosto dos meus amores. Amargos porque a doçura faz mal e, depois - quando acabar - há sempre abraços fortes e cobertores quentes para compensar.
Senti a água a correr pelo corpo, o cheiro de jasmim invadiu o duche, lembrei-me dos ti e desejei que estivesses ali. Não ali, a tomar banho comigo, mas no quarto ao lado a ouvir-me cantar, com aquela voz da manhã, as músicas que me apetecia. E tu reclamavas que querias dormir, com a voz grave e sonolenta. Acordavas para me ver andar em pontas de pés e rodopiar de vez em quando. Vias-me escolher a roupa e até me vinhas roubar beijos ao pescoço e fazias cócegas.
Mas não estavas lá e eu parei de cantar. As flores também não as havia, o resto do café esfriou e eu não andei em pontas de pés. Também não me desejaste um bom dia nem me deste beijinhos.
Queria ter adormecido no teu sonho, onde sabia que estarias lá para me dar beijinhos, abraços fortes e quentes e onde não precisava de café para acordar. Vou acreditar que um dia o amor será melhor(e, com sorte, maior)
Bebi o meu café amargo, quente e forte como gosto dos meus amores. Amargos porque a doçura faz mal e, depois - quando acabar - há sempre abraços fortes e cobertores quentes para compensar.
Senti a água a correr pelo corpo, o cheiro de jasmim invadiu o duche, lembrei-me dos ti e desejei que estivesses ali. Não ali, a tomar banho comigo, mas no quarto ao lado a ouvir-me cantar, com aquela voz da manhã, as músicas que me apetecia. E tu reclamavas que querias dormir, com a voz grave e sonolenta. Acordavas para me ver andar em pontas de pés e rodopiar de vez em quando. Vias-me escolher a roupa e até me vinhas roubar beijos ao pescoço e fazias cócegas.
Mas não estavas lá e eu parei de cantar. As flores também não as havia, o resto do café esfriou e eu não andei em pontas de pés. Também não me desejaste um bom dia nem me deste beijinhos.
Queria ter adormecido no teu sonho, onde sabia que estarias lá para me dar beijinhos, abraços fortes e quentes e onde não precisava de café para acordar. Vou acreditar que um dia o amor será melhor(e, com sorte, maior)
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Semana Académica da UTAD (assim só por alto)
Acontecimentos da Semana Académica:
- Comprei pulseira
- Cortei-me na perna no dia da missa da Bênção das Pastas e levei 3 pontos.
- Cheguei sempre à tenda, com excepção do baile (que não fui) e do sábado de Gabriel o Pensador, por causa dos pontos e das dores que me provocavam, para além do cansaço que sentia.
- Perdi o meu Kiko de caloiro no cortejo :(
- Não apanhei assim nenhuma de caixão à cova, mas cheguei a ficar alegre.
- Descobri que afinal o Toy dá grande espetáculo.
- Não me perguntem como, mas também não sei da minha contenção ortodôntica. Eu só sei que a usei uma dia à tarde e a tirei para comer chocolates e não me lembro mais de a ter visto.
- Rachei um molar a comer o Maestro original da McDonalds (é bem bom por acaso)
- A minha alimentação resumiu-se a restos, pizza, restos de pizza e massa.
- Devo ter gasto as calorias todas supracitadas porque não ganhei peso nenhum
- "Loucamente histórica ou historicamente louca?"
- Sonos trocados
- "Vais à aula? Claro"
- Lots os dance
- Rosa Negraaaaaaaaaaaaaaaaa
- Melhor S.A. ever <3
UPDATE: encontrei a contenção. Estava assim no sítio mais estúpido e óbvio de sempre: a mesa da sala.
- Comprei pulseira
- Cortei-me na perna no dia da missa da Bênção das Pastas e levei 3 pontos.
- Cheguei sempre à tenda, com excepção do baile (que não fui) e do sábado de Gabriel o Pensador, por causa dos pontos e das dores que me provocavam, para além do cansaço que sentia.
- Perdi o meu Kiko de caloiro no cortejo :(
- Não apanhei assim nenhuma de caixão à cova, mas cheguei a ficar alegre.
- Descobri que afinal o Toy dá grande espetáculo.
- Não me perguntem como, mas também não sei da minha contenção ortodôntica. Eu só sei que a usei uma dia à tarde e a tirei para comer chocolates e não me lembro mais de a ter visto.
- Rachei um molar a comer o Maestro original da McDonalds (é bem bom por acaso)
- A minha alimentação resumiu-se a restos, pizza, restos de pizza e massa.
- Devo ter gasto as calorias todas supracitadas porque não ganhei peso nenhum
- "Loucamente histórica ou historicamente louca?"
- Sonos trocados
- "Vais à aula? Claro"
- Lots os dance
- Rosa Negraaaaaaaaaaaaaaaaa
- Melhor S.A. ever <3
UPDATE: encontrei a contenção. Estava assim no sítio mais estúpido e óbvio de sempre: a mesa da sala.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Monumental Serenata
Hoje começa a semana académica. Hoje é o último jantar de curso sendo caloira. Hoje vou ver a serenata como manda a Praxe. Hoje vou trajar e traçar a capa pela primeira vez e, hopefully, alguém para além dos meus padrinhos irá estar a acompanhar-me nesta noite tão emocionante e cheia de lágrimas.
Lembro-me de quando fui comprar o traje e quando o experimentei ter pensado que tinha finalmente chegado a hora de o comprar mas não estava na hora de trajar (para mim trajar é algo muito maior do que simplesmente vestir o traje). Lembro-me de o vestir - quando o experimentei e, depois, quatro ou cinco vezes em casa a confirmar que estava tudo bem - como se fosse um ritual: primeiro as meias, depois a camisa, agora a saia e a gravata, o casaco e, por fim a capa e, agora, vou vesti-lo pela primeira vez com o intuito de aparecer em público com ele. Oh, a emoção. Deve ser isto que as noivas sentem quando saem de casa no dia do casamento.
A praxe foi boa. Pessoalmente fiquei com a mesma opinião que tinha: vale sempre a pena experimentar e ver o ambiente, mas no fim é das melhores coisas que a universidade nos dá acesso. Claro que faltei a praxes, a maioria das vezes com uma desculpa válida e verdadeira outras vezes porque pura e simplesmente não me apetecia ir. E agora que a praxe acabou, sei que podia ter ido mais vezes, ter ficado mais rouca a cantar pelo meu maior orgulho, que podia ter aproveitado mais. Só agora percebo porque a praxe é uma coisa séria para ser levada na brincadeira, porque é isso que se pretende. A praxe - vulgo atividades de gozo ao caloiro - não é a parada no quartel em que se tem que fazer as coisas porque o general manda, a praxe é saber que as ações são minhas e as consequências são dela, mas sempre com o respeito e dignidade que lhe é exigida. Não se procura que alguém seja humilhado mas também não se quer lá alguém que seja o coninhas que diz não a tudo. É muito mais fácil aguentar com ela se se estiver num espírito descontraído mesmo que isso implique encher (até porque fazer flexões é o menor dos meus problemas em praxe). Mas, por outro lado, se alguém não quer lá estar que oficialize e saia.
Arranjei um padrinho que no dia do batismo disse "agora somos família e vocês são irmãos. Tratem-se como tal", mal sabia eu que era isso mesmo que íamos fazer: tratar-nos como irmãos e dando novidades ao padrinho. O meu irmão é mesmo irmão na verdadeira acepção da palavra, e o padrinho é como um pai mais distante com quem se fala quando é realmente necessário, não que isso seja uma coisa má: é mesmo boa. Sabemos que mais cedo ou mais tarde o padrinho se vai embora e segue com a sua vida por isso nada melhor do que fazer com que os afilhados sejam bons um para o outro e acho que conseguiu.
O traje foi comprado e há 4 meses pendurado na última cruzeta do armário para não olhar muitas vezes para ele: assim não me lembro de quanto tempo falta para o vestir e sair à rua com ele, os sapatos foram usados e estão prontos a ser calçados sem me magoarem e hoje vou finalmente trajar. Espero que chova porque assim não se notam as lágrimas de felicidade ao saber que ao fim de 8 anos a vida compôs-se e vivo o sonho.
Lembro-me de quando fui comprar o traje e quando o experimentei ter pensado que tinha finalmente chegado a hora de o comprar mas não estava na hora de trajar (para mim trajar é algo muito maior do que simplesmente vestir o traje). Lembro-me de o vestir - quando o experimentei e, depois, quatro ou cinco vezes em casa a confirmar que estava tudo bem - como se fosse um ritual: primeiro as meias, depois a camisa, agora a saia e a gravata, o casaco e, por fim a capa e, agora, vou vesti-lo pela primeira vez com o intuito de aparecer em público com ele. Oh, a emoção. Deve ser isto que as noivas sentem quando saem de casa no dia do casamento.
A praxe foi boa. Pessoalmente fiquei com a mesma opinião que tinha: vale sempre a pena experimentar e ver o ambiente, mas no fim é das melhores coisas que a universidade nos dá acesso. Claro que faltei a praxes, a maioria das vezes com uma desculpa válida e verdadeira outras vezes porque pura e simplesmente não me apetecia ir. E agora que a praxe acabou, sei que podia ter ido mais vezes, ter ficado mais rouca a cantar pelo meu maior orgulho, que podia ter aproveitado mais. Só agora percebo porque a praxe é uma coisa séria para ser levada na brincadeira, porque é isso que se pretende. A praxe - vulgo atividades de gozo ao caloiro - não é a parada no quartel em que se tem que fazer as coisas porque o general manda, a praxe é saber que as ações são minhas e as consequências são dela, mas sempre com o respeito e dignidade que lhe é exigida. Não se procura que alguém seja humilhado mas também não se quer lá alguém que seja o coninhas que diz não a tudo. É muito mais fácil aguentar com ela se se estiver num espírito descontraído mesmo que isso implique encher (até porque fazer flexões é o menor dos meus problemas em praxe). Mas, por outro lado, se alguém não quer lá estar que oficialize e saia.
Arranjei um padrinho que no dia do batismo disse "agora somos família e vocês são irmãos. Tratem-se como tal", mal sabia eu que era isso mesmo que íamos fazer: tratar-nos como irmãos e dando novidades ao padrinho. O meu irmão é mesmo irmão na verdadeira acepção da palavra, e o padrinho é como um pai mais distante com quem se fala quando é realmente necessário, não que isso seja uma coisa má: é mesmo boa. Sabemos que mais cedo ou mais tarde o padrinho se vai embora e segue com a sua vida por isso nada melhor do que fazer com que os afilhados sejam bons um para o outro e acho que conseguiu.
O traje foi comprado e há 4 meses pendurado na última cruzeta do armário para não olhar muitas vezes para ele: assim não me lembro de quanto tempo falta para o vestir e sair à rua com ele, os sapatos foram usados e estão prontos a ser calçados sem me magoarem e hoje vou finalmente trajar. Espero que chova porque assim não se notam as lágrimas de felicidade ao saber que ao fim de 8 anos a vida compôs-se e vivo o sonho.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Cheguei atrasada
Dois anos de atraso. DOIS ANOS.
É triste quando nos apaixonamos com atraso. Há tudo para dar certo menos o timing. Eu não acreditava mas é bem possível amar alguém no tempo errado. Éramos perfeitos um para o outro e dava certo há dois anos mas não dá agora.
Não me apaixonei pela pessoa errada, como aconteceu noutras vezes. Desta vez é a certa, a alma gémea, a minha lua, o copo meio cheio, a corda que não parte. É o sol nascente e a chuva que rega as plantas, mas calhou no tempo errado e isso é pior que gastar tempo em alguém errado. É ter tudo pronto para ela mas não lhe poder dar, porque esta coisa de timings é uma merda e eu não sou boa com horários.
Quero bem que o universo se foda, e que com ele vão estes sentimentos certos na hora errada porque cheguei atrasada ao amor pela segunda vez na vida.
Foda-se.
É triste quando nos apaixonamos com atraso. Há tudo para dar certo menos o timing. Eu não acreditava mas é bem possível amar alguém no tempo errado. Éramos perfeitos um para o outro e dava certo há dois anos mas não dá agora.
Não me apaixonei pela pessoa errada, como aconteceu noutras vezes. Desta vez é a certa, a alma gémea, a minha lua, o copo meio cheio, a corda que não parte. É o sol nascente e a chuva que rega as plantas, mas calhou no tempo errado e isso é pior que gastar tempo em alguém errado. É ter tudo pronto para ela mas não lhe poder dar, porque esta coisa de timings é uma merda e eu não sou boa com horários.
Quero bem que o universo se foda, e que com ele vão estes sentimentos certos na hora errada porque cheguei atrasada ao amor pela segunda vez na vida.
Foda-se.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
As melhores praxes são as últimas, meus amores. Façam o que fizerem vão ao máximo de praxes durante o ano mas nunca faltem às últimas, é que vão sentir saudades e já estão a acabar.
Mas isto digo eu, que estou a duas praxes da Semana Académica, desejosa para que aconteça e receosa daquilo que vem a seguir.
Mas isto digo eu, que estou a duas praxes da Semana Académica, desejosa para que aconteça e receosa daquilo que vem a seguir.
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