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domingo, 4 de dezembro de 2016

Às vezes no silêncio da noite...

eu penso que tu finalmente te resolveste na vida e me ligas. Não sei se voltaria para ti ou se alguma vez iria ser como antes. Na verdade não sei se queria que me falasses, isso iria despertar tantas memórias e acima de tudo sentimentos e eu não tenho a certeza que quero abrir essa caixa de Pandora. Às vezes tenho saudades de um abraço, de uma piada tua que me faça rir, daquela forma de me apoiares e de gostares de mim como eu era: pequena e ligeiramente psicótica. Às vezes sinto falta de te dizer como correu o meu dia, da forma como me correram as coisas, daquela mensagem a meio da tarde a perguntar como estou, o "conduz devagar", o "tem cuidado". Saudades daquelas coisinhas que ninguém liga.

Eu tenho quase a certeza que nunca vou encontrar alguém como tu foste para mim: o quase perfeito, o quase na hora certa. Mas, feliz ou infelizmente, eu não sou feita de quases, eu preciso de tudo a que tenho direito e não vou parar enquanto não encontrar isso. E eu sei, acredita que sei, que o meu perfeito anda por aí.

Apesar de tudo, eu quero saber se estás bem. Se vires isto, diz qualquer coisa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Replay infinito #13



Please don't stay in touch

Não guardo rancor a ninguém, excepto a uma pessoa em toda a minha vida. Pondo isto de uma forma mais cor de rosa, tenho umas coisas para lhe dizer.

Hoje foi o ouvi falar nela, mas não percebi nada porque estava mais entretida a mandá-la à merda tal como nos últimos 2 anos. Morre longe cabrão :)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Replay infinito #12


E é quando me falas que eu sinto...
Que as palavras são amargas como o tinto
E esses lábios doces cor de vinho
Só me mentem ao dizer “Eu não te minto”!
E nesses olhos verdes absinto
Eu só consigo ver um labirtinto.
E é quando tu te calas que eu penso... 
Porque é que não és feito de silêncio? 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Das coisas que detesto, para além de me fazerem esperar quando sabem que não vão chegar, é que me prendam. Eu sou um corpo e acima de tudo uma alma livre. Eu faço o que quero, quando quero e se me apetecer querer. Não gosto que me prendam, que me digam "agora és minha": querido, vê se aprendes que eu não sou nem serei de ninguém. Acima de tudo sou minha e sou a pessoa mais importante na minha vida. Na realidade, quanto mais fores possessivo comigo mais eu me declaro do mundo e me passo ao fresco.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Entre dois shots dei por mim a pensar como seria voltar a dormir no teu quarto sem ti ou estar em tua casa com outras pessoas. Foi estranho pensar nisso, porque tu pertences àquele quarto e àquela casa. Pertences ao sofá azul de veludo e ao castanho de couro. Pertences ao 4º Direito Esquerdo daquele prédio.



Mas também não me impedi de pensar que se um dia voltasse lá a dormir e não fosse contigo - naquele 4º direito esquerdo - talvez sentisse algo como vingança, não iria ser mais feliz ou mais miserável por isso mas por momentos iria sentir-me bem, ali, dentro daquelas 4 paredes onde já fui tão feliz, iria novamente lá fazer a felicidade com outro - melhor ou pior não sei, mas outro que não tu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

"Quando estiveres na cama...

... e vires que o sono está para acabar, não te enroles mais nos lençóis. Sai logo da cama, porque para além de não teres mais sono para consumir, também não terás muito mais tempo a perder. Assim, não chegarás atrasada onde te esperam.


Parece que não tem sentido e que não se aplica a nada mas no fundo no fundo é um lema de vida.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Vindima

Antes acreditava que no Ano Novo se renovavam promessas e se iniciava um novo ciclo, com novas decisões e objetivos. Era no Ano Novo que se vestia lingerie azul e se saltava com o pé direito. Agora, depois da vindima acabar, percebo que o importante não é a cor mas o tecido da lingerie e que saltar com o pé da sorte não adianta nada se o calçado não for confortável.

Disseram-me muitas vezes que as paredes das adegas e as pedras dos lagares murmuram o futuro, como se a vindima resolvesse a vida das pessoas que nela participam - quando nem ela se resolve a si mesma. Ali, onde a mão humana pouco vale se a vinha - ou o vinho - não quiserem que assim seja. Ali, onde a vindima e os amores são feitos e desfeitos, não por fórmulas ou previsões mas sim quando Baco assim o quer - e quando Baco quer, valham-nos os deuses das mitologias todas para nos ajudar a tomar as decisões mais ou menos acertadas mas sempre drásticas. É como se o destino, em vez de ser tecido pelas Moiras com a ajuda da Roda da Fortuna, fosse controlado por Baco, pelas maturações e pelo Baumé da vida (e por pequenas doses de sulfuroso)

-Não te preocupes, a vindima dá um jeito nisso.
Se deu Velho. Se deu... Nem o Ano Novo dá jeitos assim.